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Retrospectiva 2006 - Triste realidade

Nem Paulistão, nem Libertadores e nem Brasileirão. Ou melhor, o torcedor palmeirense rezou muito e teve como trunfo times medíocres como Ponte Preta e São Caetano.

 

O Palmeiras começou o ano de 2006 cheio de esperanças. Seus torcedores, então, acalentavam um ar de "2006 será nosso". Mas, na prática, não foi bem assim.

Nem o início de uma nova administração ajudou o Palmeiras em sua empreitada. Incompetente, a nova diretoria só trouxe problemas para a equipe.

O ano começou de forma esplendorosa para o Palmeiras. Nos quinze primeiros jogos do time no Paulistão, o Verdão conseguira 11 vitórias. O time comandado por Émerson Leão despontou como um dos favoritos rumo ao título. Mas duas derrotas em dois clássicos distintos machucou o time na tabela, que não conseguiu mais reação. Santos e São Paulo foram os percursores do desastre alviverde.

Desapontado com o Campeonato Regional, o Palmeiras então voltou seu pensamento para a Copa Libertadores. Afinal, o time verde estava em sua décima terceira participação no torneio. Na primeira fase, o Verdão superou times como Atlético Nacional, Deportivo Táchira e Cerro Porteño. Chegando nas oitavas de final, mais uma vez o Palmeiras enfrentaria o algoz São Paulo. Na primeira partida, no Palestra Itália, empate em 1 a 1. Gamarra falhou feio no primeiro gol assinalado pelo atacante sãopaulino Aloísio.

Na segunda partida, o Palmeiras seguia com um empate rumo aos pênalti

s quando o lateral Júnior se jogou na área e forçou um pênalti. O juiz marcou e Rogério Ceni deu a vaga aos sãopaulinos, que logo para frente perderia o título continental para outra equipe brasileira: o Internacional de Porto Alegre.

Com o fim da Libertadores, o Palmeiras voltou seu pensamento para o Campeonato Brasileiro. O Verdão não fatura o título nacional desde 1994. De novo, esperanças renovadas. No entanto, todas elas enterradas, novamente.

Nas dez primeiras partidas, a equipe conseguiu acumular 8 derrotas. Dentre elas destaque para a goleada frente ao Figueirense por 6 a 1, em Florianópolis. Antes mesmo de começar a Copa do Mundo 2006, na Alemanha, os jornais brasileiros já despontavam o Alviverde como forte candidato ao rebaixamento.

Leão deixara o Palmeiras, dando lugar ao técnico Tite. O gaúcho concentrou o time no interior paulista e cobrou muito empenho do elenco. Depois do término da Copa, o Palmeiras ficou 11 jogos invictos. Mas, na maioria dos resultados, só somou empates, o que dava a falsa impressão de que o time estava caminhando à passos largos rumo ao título. Mas o técnico Tite conseguiu tirar o time das últimas colocações e conseguiu até disputar vaga para a Copa Libertadores.

Mas, de novo uma goleada em clássico trouxe intranquilidade e mudanças drásticas no elenco. Depois de perder por 5 a 0 para o Santos, Tite reclamou da arbitragem via imprensa. O diretor de futebol Salvador Hugo Palaia mandou o treinador "calar a boca" e parar de jogar a culpa em árbitros. A declaração bombástica do diretor tirou todo moral de Tite com o grupo. Dois dias depois, Tite foi demitido. Nenhum atleta aprovou a demissão do técnico.

Marcelo Villar voltou e assumiu o time profissional. Mas também não durou muito tempo no cargo. Depois da derrota por 3 a 1 para o Goiás no Palesta, Villar foi demitido. E desta vez nem retornou para o Palmeiras B. Foi negociado e treinou o Grênmio Barueri, conseguindo o acesso do time interiorano para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Às pressas, a diretoria foi atrás do técnico Jair Picerni, Campeão Brasileiro da Série B com o Palmeiras em 2003. Picerni nada pôde fazer à não ser contar com a sorte e torcer para as outras equipes que estavam atrás do Palmeiras se darem mal. Dito e feito. Ponte Preta e São Caetano foram pífios no torneio, deixando assim o Palmeiras na primeira divisão.

Em 2007, as notícias poderiam ser melhores. Mas as perspectivas são tristes e desanimadoras.

Confira a lista de jogos do time em 2006


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Camp: Brasileiro
Local: Palestra
Dia/H: 12/06 - 20h30
PPV
 
2 x 0
Gols: -
Camp: Brasileiro
Dia: 08/06
 
Retrospectiva 2006: triste realidade
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