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Marcos, o Mito, a Lenda, o Santo....

Marcos, o ídolo alviverde

O Paulistão de 2008, com certeza, teve um merecedor: o goleiro Marcos.

Após a conquista da Libertadores de 1999, onde o goleiro foi peça fundamental, Marcos sofreu bastante no Palmeiras. A importância do goleiro é tão forte no Palmeiras, que nem a falha no gol do Manchester United, em 1999, pela final do Mundial, foi capaz de apagar o brilho do goleiro.

Depois, o goleiro passou por "poucas e boas". Foi rebaixado, perdeu de 7 a 2 para o Vitória em casa (com falha do goleiro), e mais uma série de decepções que chegaram à levar Marcos pensar na aposentadoria. Até showbol Marcos estava se preparando para jogar.

Mas além das derrotas, Marcos sofreu demais com contusões. Foram uma atrás da outra, que "derrubaram" o goleiro momentaneamente. Mas a torcida e a diretoria do Palmeiras sempre acreditaram no potencial do goleiro. Vanderlei Luxemburgo também acreditou demais no goleiro, tirando Diego Cavalieri (que estava muito bem), para dar chance ao Mito Alviverde.

Mostrando muita competência e a bela qualidade de sempre, Marcos conduziu o Palmeiras, de novo, rumo ao título do Campeonato Paulista. Ao apito do juiz após a vitória contra a Ponte Preta, por 5 a 0, Marcos correu para a torcida comemorar. "Foram eles que acreditaram em mim. Eu disse pra eles terem paciência comigo, e tiveram. Eles pagam ingresso, lotaram o Palestra. Eles sim são merecedores de tudo," disse o goleiro, emocionado.

Defesas do Marcos contra o São Paulo

 

 

Valdívia, o Mago!

O Mago é o mais novo ídolo

Irreverente e provocador. Assim é o meia Valdívia, chileno contratado pelo Palmeiras em 2006, ainda pelo diretor de futebol Salvador Hugo Palaia. Contratado em um momento de "contenções de despesas e vacas magras", o Palmeiras surpreendeu ao trazer o chileno, tido como ídolo no Chile.

Logo nos primeiros jogos com a camisa alviverde, Valdívia mostrou muita capacidade. Mas ainda não tinha atingido o ápice da sua habilidade. Uma grande qualidade de Valdívia, na época, era aparecer em jogos decisivos.

No Paulistão, Valdívia fez grande parte dos jogos uma festa. Belos passes, dribles e muita alegria ao jogar futebol. Quando fez o gol contra o Corinthians, na vitória por 1 a 0 na primeira fase, Valdívia saiu fazendo um gesto de "choro", dando duplicidade na sua atitude. A primeira era provocar os corintianos. A segunda, era para dar um basta na imprensa que sempre divulgava que o chileno "chorava muito" quando os adversários o desarmaram.

Mas o El Mago foi muito caçado em campo, realmente. Já levou soco nas costas, cuspida, entradas desleais e chutes irracionais. Mas, mesmo assim, irritou os adversários. Contra o São Paulo, nas semifinais, Valdívia brincou de jogar e humilhou os São paulinos, causando extrema irritação na diretoria sãopaulina.

"Depois do nascimento da minha filha, o dia de hoje é o mais importante da minha vida," disse, emocionado, após o fim da partida diante da Ponte.

Gol de Valdívia contra o São Paulo

 

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